Paraibano ‘Zé de Cila’ morre aos 76 anos

Zé de Cila — Foto: TV Paraíba / Reprodução

O paraibano Zé de Cila morreu neste domingo (19), em Campina Grande. Ele tinha 76 anos e estava internado desde o dia 11 de junho, no Hospital de Emergência e Trauma da cidade por múltiplas causas, como insuficiência cardíaca e renal. Conhecido em Cabaceiras, no Cariri da Paraíba, o artista particiou de programas de televisão e filmes como “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Cabaceiras lamentou a morte do famoso ‘dublê do padre’ que se tornou astro na Roliúde Nordestina. “Ele não encantou só viúvas, mas o público em geral que o conhecia, que o admirava e que se sentia representado pelo seu personagem”, disse em nota.

Zé de Cila na frente da bodega dele, em Cabaceiras, na Paraíba — Foto: Krys Carneiro / g1

Cila era a mãe de Zé. Por isso, ele ficou conhecido como Zé de Cila, já que é comum em cidades interioranas se referir a alguém relacionando o nome da pessoa aos dos pais dela. O nome dele, na verdade, era José Nunes Araújo Neto.

Nas redes sociais, várias pessoas moradoras da região de Cabaceiras lamentaram a partida de Zé de Cila e demonstraram solidariedade pela família.

Os horários do velório e do sepultamento, no entanto, ainda não foram divulgados.

Zé de Cila deixa legado

 

O artista, que também adorava contar histórias, era uma figura conhecida em Cabaceiras, na Paraíba, onde a bodega dele – mercearia pequena mais comum em cidades do interior – se tornou um ponto turístico.

Ele recebia os turistas vestido com uma batina porque, segundo ele, foi a que usou quando foi dublê do personagem de Rogério Cardoso, o padre João, no filme “O Auto da Compadecida”.

A Bodega de Zé de Cila está localizada entre o letreiro da “Roliúde Nordestina”, que é como a cidade ficou conhecida após ser cenário de dezenas de produções audiovisuais, e um museu da cidade.

Outro fato inusitado surgiu a partir dele ter sido mencionado no Exame Nacional do Ensino Médio de 2021, que lhe rendeu o apelido de “Encantador de Viúvas”.

O apelido se deu pelo fato dele sempre acabar se relacionando com uma mulher viúva e mais: sem ser de propósito.

“Às vezes eu estava conversando e a moça dizia que era dona de uma padaria e viúva. Aí eu caía na risada”, contou Zé, em entrevista ao g1 no ano passado.

A última participação de Zé, inclusive, foi no programa Fantástico, no dia 31 de maio. Ele gravou com o humorista Paulo Vieira para o quadro ‘Avisa lá que eu vou’.