Mais de 29 milhões de brasileiros foram vítimas de violência em 2019

Arquivo/Agência Brasil

Mais de 29 milhões de brasileiros maiores de 18 anos sofreram em 2019 algum tipo de violência, seja física, psicológica ou sexual. O número, que representa 18,3% do total de adultos no país, foi divulgado nesta sexta-feira (7) pelo IBGE, entre os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde.

O levantamento detalhou que desse universo, 17,4% foram vítimas de violência psicológica, 4,1%, agressões físicas e 0,8%, abusos sexuais. E ainda, cerca de 12% deixaram de realizar atividades habituais em consequência dos atos violentos.

Segundo a analista da pesquisa, Flávia Vinhaes, os dados mostram também que a maior parte dos autores desses três tipos de crime são pessoas conhecidas das vítimas.

Segundo o IBGE, o número de casos de violência foi maior entre pessoas jovens, pretas e pardas. Além disso, as mulheres foram as principais vítimas. O estudo revela que 9% das brasileiras com 18 anos ou mais relataram já ter sofrido alguma agressão sexual ao longo da vida.

Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional de Saúde investigou sintomas ou diagnósticos médicos relacionados a doenças contagiosas, incluindo infecções sexualmente transmissíveis. A estimativa aponta que 0,6% da população maior de idade, cerca de 1 milhão de brasileiros, tiveram diagnosticada alguma infecção adquirida por meio de relação sexual, nos 12 meses anteriores à entrevista.

Além do módulo sobre violência e doenças transmissíveis, a pesquisa também se dedicou a outros temas, entre eles, acidentes e características do trabalho. Ainda segundo a analista do IBGE, no Brasil, em 2019, mais de 3,8 mil pessoas se envolveram em acidente de trânsito com lesão corporal.

A parte do levantamento que analisou o uso de equipamentos de proteção entre motoristas e passageiros revela que, no ano investigado, quase 80% dos entrevistados afirmaram fazer uso regular do cinto de segurança nos bancos dianteiros do carro. Mas, quando se trata dos assentos da parte de trás do automóvel, essa porcentagem cai para 54%. Entre os motociclistas, o uso do capacete também ficou em torno dos 80%.

A sondagem estima que, no mesmo período, mais de 2,5 milhões de pessoas com 18 anos ou mais sofreram algum acidente de trabalho. Os homens representaram 68,7% desse total, enquanto as mulheres somaram 31,3%.

Para avaliar a saúde da população, a amostra, que proporciona um dos mais completos diagnósticos sobre o assunto, coletou informações em 108 mil domicílios.

Por Lígia Souto – Repórter da Rádio Nacional – Brasília