Encerramento do Crescer é Marcado pela Consagração da Diocese de Campina Grande a São Miguel Arcanjo
Concluiu-se nesta terça-feira, 17 de fevereiro, o 29º Encontro da Família Católica – Crescer, que reuniu uma grande multidão no encerramento de sua edição deste ano, em Campina Grande. Realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro, o evento é promovido pela comunidade de São Pio X e, nesta edição, aconteceu em novo espaço: o Centro de Convenções de Campina Grande. A programação foi intensa ao longo dos cinco dias, com louvores, pregações, adoração, momentos de oração, shows e celebrações eucarísticas.
De acordo com os organizadores, mais de 130 mil pessoas passaram pelo encontro durante os cinco dias, além de um grande número de fiéis que acompanharam a programação por meio das transmissões. Considerado o maior encontro nacional da família católica no período de carnaval, o Crescer reafirmou sua força evangelizadora ao reunir famílias inteiras em torno da fé, da formação e da espiritualidade.
A Santa Missa de encerramento foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e contou com a participação de padres da Diocese de Campina Grande e de outras regiões, além de diáconos, seminaristas e autoridades civis. A celebração foi marcada por um clima de profunda espiritualidade e gratidão pelos frutos colhidos ao longo do encontro.
Consagrada da Diocese à São Miguel Arcanjo
Um dos momentos mais significativos do encerramento foi o rito de consagração da Diocese de Campina Grande a São Miguel Arcanjo. A celebração contou com a presença peregrina da imagem oficial do Arcanjo, proveniente do Santuário do Monte Gargano, local historicamente reconhecido pelas aparições de São Miguel e referência mundial de devoção.
Com a consagração, a Diocese de Campina Grande tornou-se a 18ª diocese do Brasil oficialmente consagrada ao Príncipe da Milícia Celeste. A peregrinação da imagem integra a missão nacional promovida pelo Instituto Hesed, intitulada “Grande Reconquista”. Esteve presente representando o Instituto, o Padre Emanuel Maria.
Ao final da celebração, como acontece tradicionalmente no Crescer, as famílias foram consagradas à Deus, em um momento repleto de emoção e fé.
Homilia
Iniciou refletindo sobre o tema “A minha família é uma bênção”, convidando os fiéis a reconhecer, à luz da Palavra, a grandeza de “ter” e “ser” família. Alertou para o uso banal da palavra “bênção”, recordando que benedictio significa “bendizer”, falar bem.
Em um tempo que relativiza a identidade familiar, exortou: mesmo entre desafios, a família continua sendo dom de Deus e sinal da Sua graça.
“Ora, num mundo que detrata a imagem da família com diversos contravalores, inclusive chamando família o que não é, urgente é propagarmos com a convicção, com a seriedade da fé: “A minha família é uma bênção!”, ainda que dos percalços e circunstâncias difíceis que encontramos, tantas vezes, dentro das quatro paredes de um lar cristão”, pregou.
Ao recordar a bênção do Matrimônio, destacou que a união nasce do desígnio divino e permanece abençoada, apesar das marcas do pecado. Citando o Gênesis, reafirmou que Deus viu que tudo era “muito bom” (cf. Gn 1,31). Assim, a família segue como espaço privilegiado da presença de Deus, chamada a refletir Seu amor no mundo.
“Ó Deus, vós unis a mulher ao marido e dais a esta união estabelecida desde o início a única bênção que não foi abolida, nem pelo castigo do pecado original, nem pela condenação do dilúvio… Logo, mesmo com o pecado dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, e as consequências drásticas do pecado original, o Senhor nunca deixou de derramar abundante bênção à realidade que, na vida do mundo, é bênção e sinal visível de bênção, tal como se constitui a família” destacou.
O bispo sublinhou ainda que ser uma família-bênção é uma escolha diária. Inspirado em Moisés e Josué, recordou que optar por Deus é escolher a vida. Essa decisão exige santidade nas atitudes concretas: respeito, fidelidade, diálogo e perseverança nas provações.
“Ter” e “ser” uma família-bênção é uma escolha e, portanto, um projeto de vida. […] Neste pensamento de escolher “ter” e “ser” uma família-bênção, é necessário que cada membro de um lar seja consciente da responsabilidade que lhe recai e que é demonstrativa do nosso seguimento a Jesus Cristo; de que o amamos e desejamos a santidade que vem de Deus para mim e para os meus”, sublinhou.
Por fim, afirmou que o Crescer é mais que um evento: é encontro com Cristo. As famílias foram chamadas a beber da “água viva”, renovar a oração no lar e assumir sua missão.
“O que vocês vieram fazer aqui no Crescer? Passear, fugir do carnaval de rua simplesmente? Não. Vocês vieram beber da fonte de água viva que o Crescer procurou oferecer nestes dias, através das pregações e celebrações litúrgicas: Jesus! O Crescer se preocupou em esclarecer que a família é verdadeiramente a nossa melhor escola, a escola das virtudes sociais e humanas. Que na família aprendemos a beleza da alteridade, da fraternidade, da solidariedade”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga e Ryan Caio (Equipe Diocesana)
