Na tarde de Domingo (15), Dom Dulcênio seguiu para a Paróquia de São Sebastião, na cidade de Picuí, onde presidiu a Santa Missa com o rito do Sacramento da Crisma a 187 jovens e adultos. A celebração aconteceu em um ginásio da cidade, reunindo um grande número de fiéis para acompanhar este momento significativo da caminhada de fé dos jovens crismandos.
Concelebraram a Eucaristia o Pároco, Padre Claudeci, e o Padre Humberto. Também estiveram presentes os Diáconos Miguel e Vanderley, além dos seminaristas e da comunidade paroquial. Durante a celebração, os jovens receberam o Sacramento da Confirmação, fortalecendo seu compromisso com Cristo e com a missão da Igreja, em uma celebração marcada pela alegria, pela fé e pela participação da comunidade local.
Homilia
O bispo iniciou sua pregação refletindo sobre a mensagem do evangelho deste domingo: “Acabamos de escutar o Senhor Jesus a nos dizer acerca da exigência da messe e da insuficiência de trabalhadores na colheita (cf. Mt 9,37). E uma pergunta nos poderia surgir: “A que messe Jesus se refere?”. Logicamente, à Sua Igreja em suas mais diversas expressões; a Igreja, presente nos mais diversos lugares”, disse.
Ao aprofundar essa reflexão, Dom Dulcênio ressaltou o papel da família como uma verdadeira “Igreja doméstica”. Segundo ele, os pais, fortalecidos pelos sacramentos do Batismo e do Matrimônio, recebem de Deus a missão de cultivar a fé no próprio lar.
“Um desses lugares onde a Igreja de Deus se faz presente é no seio familiar. Não é por acaso que o Papa São João Paulo II denominará a família de Igreja doméstica. Assim, cada lar, na exigência da particularidade de sua existência – que também comporta alegrias e problemas – é uma face da messe do Senhor que reclama a lida, o trabalho daqueles que, conscientes da sua missão, fruto da responsabilidade sacramental do Batismo e extremamente reforçado pelas exigências do Matrimônio, vivem, fielmente, o seu papel de trabalhadores da seara do Senhor”, pregou.
O bispo também alertou para o risco da acomodação diante das responsabilidades assumidas. Recordou que muitos se sentem incapazes, indiferentes ou deixam para depois a tarefa que Deus lhes confiou.
“Muitas, portanto, podem ser as atitudes, e, independentemente destas, o Senhor Jesus ordena que, humildemente, supliquemos: “Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9,38). E, por trás deste pedido, escondem-se outros: a perseverança dos que já foram chamados e seguem determinados no trabalho do Senhor junto aos seus, junto ao campo proposto, utilizando-nos sempre da imagem agrícola”.
Por fim, o prelado enfatizou que a missão cristã começa no próprio ambiente que Deus confiou a cada pessoa. Antes de desejar transformar realidades distantes, é necessário cuidar da própria família, especialmente daqueles que mais necessitam de atenção espiritual.
“Pais e mães de família, o seu primeiro interesse deve ser o desenvolvimento integral do seu lar, principalmente na edificação da espiritualidade dentro das paredes de sua casa. Assim, cada família cristã, como campo do Senhor que é, deverá ter ciência de que “o Reino dos Céus está próximo” (Mt 10,7) pelo anúncio que os seus chefes fazem, ainda que exigente seja o esforço junto a um filho, uma filha, um neto, ou quem sabe ao cônjuge, que se configura como ovelha perdida, resgatando essa pessoa para a voz de Cristo”, concluiu.
Por: Ascom
