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Mais de 170 mil pessoas ignoraram medidas de isolamento em setembro

IGBE estima que Paraíba só testou 10% da população (Foto: Imagem ilustrativa | Cecília Bastos/USP Imagens)

 O número de pessoas que não adotaram nenhuma medida de isolamento social em prevenção ao novo coronavírus no mês de setembro, na Paraíba, cresceu 68,9% frente a agosto e chegou a 174 mil. No mês anterior, esse total havia sido de 103 mil habitantes, segundo dados da PNAD Covid-19, estatística experimental divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (23).

Apesar do crescimento em comparação a agosto, quando registrou 2,6%, a proporção de pessoas que não fizeram nenhuma restrição em setembro (4,3%) ainda é percentualmente pequena em relação à população do estado. Esse comportamento, conforme o levantamento, foi mais comum entre as pessoas que têm rendimento domiciliar per capita de dois a menos de quatro salários-mínimos (5,9%) e de meio a menos de um salário-mínimo (4,7%).

Também foi constatado aumento na quantidade daqueles que reduziram contato, mas continuaram saindo de casa ou recebendo visitas, que passou de 1,1 milhão, em agosto, para 1,2 milhão, em setembro, indicando alta de 6%. No total de habitantes paraibanos, a proporção dessas pessoas passou de 29,8% para 31,6%. Esse posicionamento em relação às medidas de isolamento foi mais comum entre aqueles que têm rendimento de quatro ou mais salários-mínimos (48,3%) e de um a menos de dois salários (38,6%).

O número de pessoas que ficaram em casa e só saíram por necessidade básica, por sua vez, permaneceu estável, cerca de 1,8 milhão, o que corresponde ao percentual de 46,6%. Essa postura foi observada com mais frequência entre aqueles que têm rendimento domiciliar per capita de menos de meio salário-mínimo (49,9%) e de meio a menos de um salário (48%).

Por outro lado, a quantidade de habitantes que ficaram rigorosamente isolados seguiu em queda, passando de 887 mil, em agosto, para 680 mil, em setembro. Proporcionalmente, no total da população, o percentual caiu de 22,1% para 16,9%, de um mês para o outro. A PNAD Covid-19 indica que esse tipo de medida foi mais comum entre pessoas com rendimento domiciliar per capita de menos de meio salário-mínimo (20,4%) e de dois a menos de quatro salários (18,3%).

Paraíba testou 10,3% da população

Cerca de 10,3% da população paraibana havia feito algum teste para diagnóstico de Covid-19 até o mês de setembro, de acordo com a PNAD Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (23). O percentual foi o 4º maior do Nordeste, abaixo dos registrados no Piauí (17%), em Sergipe (12%) e no Rio Grande do Norte (10,7%). A média nacional foi de 10,4%.

O número de pessoas que fizeram algum teste no estado passou de 367 mil, em agosto, para 415 mil, em setembro. Destas, 57,8% eram mulheres e 42,2% eram homens. Além disso, cerca de 15% eram da faixa etária de 60 anos ou mais de idade e 85% tinham de 0 a 59 anos. A maioria (62,6%) era preta ou parda, enquanto 37,2% eram brancas. 

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Dos testes realizados, cerca de 72 mil foram do tipo SWAB, em que o material é coletado com cotonete na boca ou nariz; 226 mil ocorreram por meio do teste rápido, com coleta de sangue por um furo no dedo; e 148 mil por meio do exame com sangue retirado na veia do braço.

Já em relação à apresentação de sintomas de síndromes gripais, o levantamento indica que cerca de 5,3% da população do estado esteve nessa condição, em setembro. São considerados pela PNAD Covid-19: febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de cheiro ou de sabor, e dor muscular.

Frente à proporção de 14,2%, registrada em maio, que apontava para 572 mil pessoas com algum desses sintomas, o indicador tem registrado queda. Em setembro, o total paraibano chegou a 214 mil pessoas.

Reduções significativas também têm sido verificadas no percentual de pessoas que apresentaram sintomas conjugados, que em maio havia sido de 2,1%, atingiu 0,7% em agosto e chegou a 0,4% em maio. Esse indicador é formado por aqueles que apresentaram um dos três conjuntos de sintomas: perda de cheiro ou de sabor; tosse, febre e dificuldade para respirar; ou tosse, febre e dor no peito. O número de pessoas que se encaixam nesse grupo foi de 18 mil.

Entre aqueles que tiveram algum dos 12 sintomas de síndromes gripais investigados, 22,9% foram a estabelecimento de saúde. Já no grupo dos que apresentaram sintomas conjugados, a ida estabelecimento de saúde ocorreu em 73% dos casos, com alta diante do índice constatado em agosto (46,5%).

Portal Correio



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