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Preso, Ricardo aguardará audiência de custódia na PF

Ricardo Coutinho — Foto: Junior Fernandes/Secom-PB
O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) chegou na madrugada desta sexta-feira (20) na sede da Polícia Federal em João Pessoa, após ser preso ao desembarcar no aeroporto de Natal (RN).
O advogado Eduardo Cavalcanti, que atua na defesa de Coutinho, disse que vai aguardar pela audiência de custódia e que Ricardo está bem e tranquilo.
“Ele se mostra surpreso e espera que seja revogada essa prisão o mais rápido possível”, afirmou.


O ex-governador recebeu voz de prisão ao descer de um voo internacional vindo de Lisboa, Portugal. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto no âmbito da Operação Calvário – O Juízo Final. Coutinho, segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado recursos em contratos firmados durante a gestão do socialista nas Secretarias de Saúde e Educação.
O filho do ex-gestor, Rico Coutinho, foi até à sede da PF deixar um ventilador e outros materiais para Ricardo. Ele chegou só, mas conversou com alguns militantes que estavam no local em ato de apoio ao presidente estadual do PSB.
Operação Calvário
As investigações em curso apontam para um modo de atuação semelhante ao registrado em outras frentes de apuração como a Operação Lava Jato. A diferença é que, desta vez, os envolvidos no esquema criminoso usaram organizações sociais (OSs) para viabilizar o desvio dos recursos públicos. A estimativa é que ao longo de oito anos, somente em favor das duas OSs contratadas pelo estado para gerir os serviços, o governo da Paraíba pagou R$ 1,150 bilhão. A maior parte, R$ 980 milhões, foi destinada à Cruz Vermelha e os R$ 270 milhões restantes para o Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional.
Os colaboradores apontaram o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) como um dos principais integrantes da organização criminosa, que se manteve na gestão do atual chefe do Executivo, João Azevedo (sem partido). Na área da saúde, as irregularidades consistiram no direcionamento de contratos de prestação de serviços, na aquisição de materiais e equipamentos de empresas integrantes do esquema e na indicação de profissionais para trabalhar nas unidades hospitalares.
Já em relação à educação, há indícios de fraudes em procedimentos que declararam inexigibilidades de licitação que resultaram em contratos de cerca de R$ 400 milhões. Desse total, R$ 57 milhões teriam sido destinados ao pagamento de propina aos membros da organização criminosa. Como exemplo, são mencionados indícios de superfaturamentos em processos licitatórios relacionados à aquisição de laboratório de ciências para escolas da rede estadual. O sobrepreço atingiu, nesse caso, R$ 7,2 milhões.
MaisPB


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