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Abastecimento de água em Campina Grande e região deve normalizar até segunda-feira, diz governador

Empregada doméstica divide água de carro-pipa com vizinhos após desabastecimento da Cagepa em Campina Grande — Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba

A normalização do abastecimento de água em Campina Grande e região deve acontecer a partir da segunda-feira (25). Foi o que afirmou o governador da Paraíba, João Azevêdo, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (22), em Campina Grande. Conforme o governador, nesta sexta, às 17h, o sistema começou a ser energizado e, em aproximadamente 20 horas, o bombeamento de toda a rede de Campina Grande passará a operar, no entanto, a normalização no sistema só acontecerá cerca de 72 horas depois da energização.
O problema da falta de água em Campina Grande persiste desde a noite da última sexta-feira (15), quando foi registrada uma explosão no sistema elétrico da Estação de Tratamento de Gravatá, localizada na cidade de Queimadas, no Agreste do estado. Além de Campina Grande, o abastecimento foi interrompido na cidade de Queimadas, Barra de Santana, Caturité, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas, Alagoa Nova e Pocinhos.
Desde o ocorrido, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou que fez um diagnóstico das instalações elétricas e dos equipamentos, iniciou a recuperação das instalações elétricas e disponibilizou 40 técnicos do órgão para a montagem de toda a instalação danificada e a instalação dos equipamentos. Foi aberta uma sindicância e a Polícia Civil investiga o caso, para saber o que teria provocado a pane.
“Identificamos uma subestação de porte parecido em Pernambuco e conseguimos, junto ao governador Paulo Câmara, dois transformadores, a estação elevatória e todos os equipamentos que pudessem ser deslocados para Campina Grande. Essa foi a primeira grande decisão que possibilitou que em sete dias nós reconstruíssemos uma subestação do tamanho de Gravatá”, disse o governador.
A crise no abastecimento já dura sete dias. Inicialmente, o prazo para a normalização do sistema de distribuição de água era para esta sexta-feira, mas foi alterado para o domingo (24). Após a entrevista coletiva, o prazo foi mudado para a segunda-feira.
Em Campina Grande, a cidade foi dividida em duas áreas e a distribuição da água está sendo feita em forma de rodízio. A área 2 recebe água, aproximadamente, até as 12h deste sábado (23). A partir de então, as cidades afetadas devem receber água gradativamente, conforme a Cagepa.

Medidas

No início da tarde da última quinta-feira (21), o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, assinou um Decreto de Calamidade Pública, que traz uma série de medidas emergenciais para o município. Entre as medidas anunciadas a partir do decreto, está a contratação de , entre elas a autorização de mais 30 carros-pipa para o abastecimento de água à população.
A partir do decreto também foi liberada a utilização da água de poços artesianos e cisternas da cidade pela população e a autorização para a compra de 10 mil botijões de água mineral para colocar em postos de saúde, escolas e Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) da cidade, para o consumo da população.
Já na tarde da quarta-feira (20), o Governo do Estado tinha autorizado a contratação de mais 50 carros-pipa para atender o município de Campina Grande, até que o sistema de abastecimento de água consiga operar normalmente.

Investigação

Durante a coletiva, o governador João Azevêdo anunciou a contratação de uma consultoria externa para auxiliar os trabalhos da Cagepa, das Polícias Civil e Militar na elaboração de um relatório para investigar as motivações do acidente que destruiu quatro transformadores e quadros de comando da Estação de Gravatá

Plano de contingência

O abastecimento de água em Campina Grande começou a ser retomado na última terça-feira (19), quando a cidade foi dividida em duas áreas, conforme o plano de contingenciamento divulgado pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), na tarde da segunda-feira (18).
A cidade foi dividida em duas áreas e a distribuição está sendo feita em esquema de rodízio, com 35% da vazão normal. Ainda assim, moradores relatam problemas no abastecimento e a Cagepa informou que está monitorando as áreas, mas que os horários de início e término do abastecimento sofrem variações, por conta das condições topográficas e da rede hidráulica.
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Confira a divisão das localidades

  • Área 1
Ana Amélia, Alameda, Atalaia, Araxá, Bairro das Cidades, Bodocongó, Catolé, Catolé de Zé Ferreira, Catingueira, Cidade Madura, Chico Mendes, Conjunto Mutirão, Condomínio Dona Lindu (I, II, III e IV), Cruzeiro, Cinza, Colinas do Sol, Dinamérica, Distrito de Santa Terezinha, Distrito dos Mecânicos, Estação Velha, Itararé, Jardim Vitória, João Agripino, Jardim Paulistano, Jardim Borborema, Jardim Verdejante, João Paulo II, José Pinheiro, Lagoa de Dentro, Liberdade, Malvinas, Mirante, Meu Sonho, Novo Cruzeiro, Novo Bodocongó, Novo Horizonte, Portal Sudoeste (I, II e III), Presidente Médici, Ressurreição, Quarenta, Ramadinha, Sandra Cavalcante, Santa Terezinha, Sonho Meu, Santa Cruz, Santa Rosa, Serrotão, São Januário, Tambor, Três Irmãs, Velame, Vila Cabral de Santa Rosa e Vila Cabral de Santa Terezinha e distrito de Galante.
  • Área 2
Alto Branco, Bairro das Nações, Belo Monte, Bela Vista, Centro, Castelo Branco, Cuités, Centenário, Conceição, Condomínios Residence Privê, Sierra, Atmosfera e Green, Glória, Jenipapo, Jardim Continental, Jardim Tavares, Juracy Palhano, Jeremias, Lauritzen, Ligeiro, Louzeiro, Monte Santo, Monte Castelo, Nova Brasília, Palmeira, Prata, Residenciais Nenzinha Cunha Lima e Bonald Filho, Santo Antônio, São José, Pedregal, Universitário.


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