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Ciro diz que campanha não muda após atentado: ‘Quero Jair Bolsonaro vivo, são, salvo, inteiro, mas a política é outra coisa’

Ciro Gomes (PDT) discursa no açude de Boqueirão, na Paraíba, ao lado de aliados (Foto: Bruno Sakaue/TV Cabo Branco)
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou neste sábado (8) que o tom de sua campanha não vai mudar após o atentado contra o adversário Jair Bolsonaro, do PSL, na quinta.
Em visita ao açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastece a cidade de Campina Grande e outras da região, no interior da Paraíba, ele disse que é preciso separar a solidariedade pessoal da política.
“Não muda. Nós precisamos separar bastante bem o aquilo que é a solidariedade pessoal, do ser humano, a solidariedade cristã, que eu imediatamente expressei, porque eu quero Jair Bolsonaro vivo, são, salvo, inteiro. Mas a política é outra coisa. Nós não concordamos em absolutamente nada com o que ele pensa, diz, representa, mas não quero que isso seja ferido na violência”, disse Ciro.
Ciro disse que, com isso, quer dar exemplo de como as pessoas devem ser comportar.
“Ainda que os políticos, às vezes irresponsavelmente, nos precipitam pelos seus radicalismos, nós temos que entender que a eleição é um momento de discutir ideias, projetos, para que a gente possa [assim que] acabar a eleição, dar as mãos e nos unir, porque os problemas brasileiros são muito graves”, afirmou.
Ele chamou a atenção para os 13,7 milhões de desempregados, 32,2 milhões que vivem “de bicos” e 63 milhões de endividados com nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Debate 'perde'

Ciro disse que a falta de Bolsonaro será uma perda para o próximo debate, neste domingo (8) em São Paulo.
"Perde, como é que a gente vai fazer uma crítica mais contundente a um ideário estúpido que ele infelizmente representa, na ausência dele?”, disse.
Ciro também comentou sobre a foto divulgada neste sábado de Bolsonaro fazendo o gesto de armas com as mãos.
“Eu estou informado, antes de sair de casa todo dia, eu telefono para saber, está tudo certo, ele está bem, está passando bem, já tirou até fotografia fazendo o mesmo gesto agressivo de imitar arma, o que é muito ruim por um lado, mas muito bom saber que ele é o mesmo que tá de volta".

Transposição do Rio São Francisco

Em entrevista à imprensa, em Boqueirão, Ciro Gomes falou sobre a interrupção da operação do sistema de bombeamento das águas da transposição do Rio São Francisco para obras em açudes da Paraíba, feita após recomendação do Ministério Público Federal em março deste ano.

“Uma obra deste porte tem que ter um órgão gestor. Estava tudo planejado, tudo desenhado, e esse órgão gestor tem que estar em permanente atividade de manutenção, para que a gente não desperdice a água e não dê descontinuidade. A água é um bem muito precioso. Nós não sabemos se no ano que vai vai ser outro ano de seca, de maneira que nós não podemos destruir, perder, desperdiçar, e não podemos dar descontinuidade”, disse.

Obras da ferrovia Transnordestina

O candidato do PDT à presidência também respondeu a uma pergunta sobre as obras da ferrovia Transnordestina, que interliga portos do Nordeste, que se arrastam há mais de dez anos. Segundo Ciro Gomes, é preciso incluir também a Paraíba e o Rio Grande do Norte nas obras.

“A Transnordestina é só uma espinha dorsal para ligar os eixos todos que ela tem. Mas é preciso trazer de cada um dos lugares, um ramal para Cabedelo, um ramal para o Rio Grande do Norte, e o ramal para conectar com a gente, para baixo, até a Oeste-Leste da Bahia”.

Ataques a bancos

Questionado sobre ataques a bancos, que afetam economia de cidades pequenas, Ciro Gomes comentou que há dois problemas a serem combatidos para reduzir esse tipo de ação.

“Primeiro, o Brasil irresponsavelmente permitiu que 85% das transações financeiras fossem concentradas em apenas cinco bancos, de maneira que não há concorrência. Nós precisamos desmanchar isso e fazer com que eles disputam os clientes. De outro lado, temos o problema da segurança. Boa parte dos seguros que os bancos pagam está encarecida porque o Brasil está perdendo a batalha contra o crime organizado, contra o narcotráfico e essas facções criminosas. Eu vou jogar muito duro com eles e assumir para o governo federal a tarefa desse enfrentamento”.

G1 PB


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