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Boqueirão vai ficar quase cinco meses sem receber águas da transposição, diz Dnocs

 (Foto: Reprodução/TV Paraíba/Arquivo)
Sem receber águas através da transposição do Rio São Francisco desde o dia 4 de abril deste ano, o açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, pode ficar ao todo até quase cinco meses sem recargas por meio da obra. O bombeamento foi suspenso por causa de duas obras necessárias nas barragens de Monteiro e Camalaú, no Cariri paraibano. A previsão e que essas obras sejam concluídas até o fim de agosto.
Apesar da paralisação no bombeamento das águas do Rio São Francisco, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (nocs) da Paraíba, garantiu que Boqueirão terá água mais que suficiente para abastecer a população nesse período.
“Quando a gente fez o estudo já havia um segurança hídrica para isso. Mesmo com a parada do bombeamento, Boqueirão continuou recebendo recargas naturais. Hoje temos cerca de 150% do que a gente precisa”, explica o coordenador do Dnocs, Alberto Batista.
Alberto Basista explicou que no açude de Poções, em Monteiro, a obra é de construção tubulação e válvulas de controle. Já no açude de Camalaú a obra é de construção de uma galeria de concreto e instalação de válvulas de controle. “Por esse motivo, o bombeamento foi suspenso desde 4 de abril, pois era preciso esperar o nível da água baixar”, disse,
Nesta terça-feira (12), o açude de Boqueirão está com 141,5 milhões de metros cúbicos de água, de acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O volume corresponde a 34,37% da capacidade total que é de 411,686 milhões de m².
Também por causa da paralisação no bombeamento das águas do Rio São Francisco para a Paraíba, o Dnocs confirmou que a vazão que é liberada do açude de Boqueirão para o Rio Paraíba e a barragem de Acauã, também foi reduzida. Quando as comportas foram abertas a vazão era de 0,8 m² por segundo e baixou para 0,4m², após nova resolução divulgada pela Agência Nacional das Águas (ANA).
Os dados da Aesa também mostram, que mesmo sem receber águas da tranposição do Rio São Francisco, o volume do açude aumentou desde que o bombeamento foi suspenso. Em 4 de Abril deste ano o volume do manancial era de 17,33% e aumentou para 35,67% até o dia 6 de maio, apenas com recargas naturais.

G1 PB


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