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Agentes penitenciários e policiais civis do Rio de Janeiro fazem paralisação

Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão
Agentes penitenciários e policiais civis do Rio de Janeiro deram início a uma paralisação na madrugada desta terça-feira (17). Além de estarem com o salário de dezembro e com o 13º salário atrasados, os agentes da Secretaria de Administração Penitenciária reivindicam a melhoria das condições de trabalho, já que os presídios estão superlotados e não houve aumento de efetivo. Já os policiais civis exigem o pagamento do salário de dezembro (2016), do 13° salário (2016), do RAS (atrasado desde junho de 2016) e das metas (atrasadas desde dezembro de 2015) para ativos, inativos e pensionistas.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que possui um plano de segurança para manter a rotina das unidades prisionais, mas não deu detalhes sobre esse plano e não informou qual foi a adesão dos agentes penitenciários à paralisação até a manhã desta terça.
Segundo Antônio César de Jesus Dória, inspetor de segurança de Administração Penitenciária, a situação passou dos limites. “Hoje, dentro do sistema pena, na nossa greve, não tem visita, não tem advogado e não tem o que chamamos de área técnica. Só funciona o fornecimento de refeição e saída para emergência hospitalar. Cadeia fechada até que o governador entenda que quem trabalha merece o seu salário”, explicou o inspetor.
De acordo com Dória, os agentes continuam trabalhando dentro das unidades, apenas suspenderam os serviços prestados. “A nossa greve não tirou o servidor de dentro das unidades prisionais, eles estão lá dentro, exercendo normalmente as suas atividades. O que parou foram os serviços prestados nas unidades prisionais”.
Uma das medidas dessa paralisação é não permitir que os parentes entrem para visitar os detentos. Como mostrou o Bom Dia Rio, às 6h já havia uma grande fila na frente do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, já que esta terça-feira é dia de visita.
A paralisação deve durar até a próxima segunda-feira, quando uma nova assembleia será feita. Por enquanto, só será mantido o fornecimento de alimentação, o cumprimento dos alvarás de soltura e a saída de presos para atendimento médico.
O chefe do Estado Maior da Polícia Militar enviou um comunicado para os PMs em que diz que “considerando que os reflexos da paralisação elevam o grau do medo e inquietação da população”, ele orienta a corporação a “se fazer presente como garantidora da tranquilidade pública”.
Polícia Civil faz paralisação de 72 horas
Em uma assembleia realizada na noite de segunda-feira (16), na Tijuca, Zona Norte do Rio, dezenas de policiais civis participaram da votação que decidiu dar início a uma paralisação que deve durar 72 horas.
Representantes dos sindicatos da Polícia Civil, dos delegados e dos peritos também estiveram na reunião. No Instituto Médico-Legal (IML), deve ser mantido apenas o atendimento aos casos considerados emergenciais.
“Nós optamos por uma paralização, baseado inclusive numa decisão, recente, do próprio STF. Nos faltam verbas de natureza alimentar, quais sejam: nosso salário de dezembro, nosso décimo-terceiro, nós temos nossas horas extras não pagas desde a metade do ano e temos um sistema de metas que não é pago desde 2015”, afirmou Fábio Neira, presidente da coligação dos policiais civis.
Ainda segundo ele, em respeito à população, as atividades essenciais serão mantidas. “Serão respeitadas as atividades essenciais, que é o crime com violência, o roubo de comunicação do veículo, os flagrantes, a comunicação de roubo de veículos, e os crimes violentos”, destacou Neira.
Na manhã do último sábado, os policiais civis já tinham feito uma paralisação. As delegacias não fizeram nenhum registro ou serviço por quatro horas e, em seguida, eles começaram a “Operação Basta”, em que registram só flagrantes e crimes graves.
G1

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