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Ricardo diz que não espera retaliação de Temer e que aliança PMDB/PSDB na PB 'enterraria' uma das legendas

O governador Ricardo Coutinho (PSB), comentou em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação nesta terça-feira (10), que não espera retaliação do vice-presidente, Michel Temer, em um eventual governo e afirmou que as especulações acerca da junção entre PMDB e PSDB na Paraíba “enterraria” um dos dois partidos.
“Ninguém pode mexer no Fundo de Participação dos Municípios (FPE), nas regras legais”, afirmou o governador, apontando ainda que sabe “remar contra a maré” e que vem disso. “Tenho coragem para poder defender as coisas, não para mim, mas para a população com um todo. Não acredito que uma eventual entrada do vice vá haver qualquer tipo de retaliação porque eu fui eleito”, alfinetou.
Ricardo ainda afirmou que representa com a devida legitimidade o estado da Paraíba e não quer mais, mas também não aceita menos do que ser tratado como os demais. Além disso, ele saberá cumprir o seu papel institucional e constitucional.
Questionado se endossaria a tese de novas eleições, o governador afirmou que o Brasil vive um momento muito delicado e destacou que para governar é preciso ter legitimidade e governabilidade, sugerindo que Temer teria o segundo, mas não o primeiro por não ter sido eleito.
“Não existe condições de o Brasil ter uma pactuação por cima, excluindo o povo. Não há mais capacidade política, o povo avançou demais, inclusões sociais e produtivas ao longo dos 14 anos não desaparecem de uma hora para a outra e as pessoas sabem que se tiveram um pouco, precisam de mais ainda e não vão admitir retrocessos”, afirmou referindo-se ao desenvolvimento pelo qual passou a região nordeste no governo do PT.
Coutinho afirmou que é algo que ele quer preservar muito e acha que o Brasil precisa resolver essa peleja com a participação do povo. Para o governador novas eleições ou a antecipação do pleito de 2018, serão assuntos a serem tratados a posteriori. E denunciou que o que está acontecendo com o país não é por conta de crise econômica, mas crise política que foi orquestradas e construída mês a mês, dia-a-dia. “Qualquer pessoa percebe isso e o meu interesse mais do que nunca é que o povo brasileiro possa reencontrar o seu caminho ao lado da democracia”, disse.
Aliança PSDB / PMDB – O governador afirmou que acredita que a concretização da aliança entre o PSDB e PMDB que se desenha em nível nacional, na Paraíba, vai “enterrar” um dos partidos. “Essa junção enterraria alguém, não me perguntem quem, pergunte aos dois”, disse.
O PMDB ainda continua aliado ao PSB na Paraíba, mas lançou o nome de Manoel Júnior como pré-candidato e busca apoio do PSDB que retirou a candidatura de Ruy Carneiro. “É evidente que alguém seria enterrado pelo povo. Acho que a conjuntura no Brasil mudou muito, quem faz pesquisa sabe o que estou dizendo, a maioria que existia cobrindo tudo e todos foi se dissipando através da verdade que está aparecendo, rostos estão aparecendo, observe as pessoas comentando”, sugeriu.
Para o socialista, cada um sabe o seu caminho e os reflexos dessa aliança, mas “eu particularmente acho que ficaria muito ruim para o PMDB”, concluiu. 

Marília Domingues / Fernando Braz/ Anderson Soares

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